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O estado do Rio em suas mãos 

Terça, 21 Janeiro 2020 00:03

Fomos ao setor floresta do Parque Nacional da Tijuca e fizemos o mapa do Ouro e dos problemas que os administradores vêm enfrentando

Coluna
Fomos ao setor floresta do Parque Nacional da Tijuca e fizemos o mapa do Ouro e dos problemas que os administradores vêm enfrentando Fotos: Equipe de colaboração Destinos do Rio

O Parque Nacional da Tijuca é o parque mais importante do Brasil e tenho todos os motivos do mundo para afirmar isto.


Pense comigo. O Parque Nacional da Tijuca é o mais visitado e o maior parque da cidade do Rio de Janeiro, e todos sabem que o Rio de Janeiro é a capital do turismo do Brasil, além de ser uma das cidades mais importantes e populares do planeta.

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Já não é o suficiente?

Se não for, posso também dizer que este parque tem a responsabilidade de preservar e proteger a maior floresta urbana do planeta replantada pelo homem, com uma extensão de 3953 ha de Mata Atlântica, onde existem montanhas internacionalmente conhecidas, trilhas, cachoeiras, vales, rios, lagos e, que abriga centenas de milhares de espécies da fauna e da flora brasileira.

Ainda não está convencido que é a área de proteção mais importante do Brasil? Então também tente quantificar em sua cabeça, a quantidade absurda de atividade relacionados aos esportes, pesquisas, aventuras e lazer que diariamente acontecem ao meio dessa fenomenal rede de natureza cravada bem no meio desta cidade tão importante para o Brasil.

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Você sabia que o Parque Nacional da Tijuca é o parque mais visitado do Brasil, recebendo mais de três milhões de visitantes por ano? São brasileiros e estrangeiros de todas as idades ao meio aquele gigantesca floresta.

Se ainda não se convenceu, me permito apelar: imagine a cidade do Rio de Janeiro, com todos os seus problemas, mas, sem suas montanhas, florestas, cachoeiras, corcovado, cristo redentor, pão de açúcar, pedra da gávea, floresta da tijuca, jardim botânico, lagoa... e nem vou citar a imensidão e riqueza de sua fauna e flora que faz o cenário do cotidiano do carioca ser mais fresco, mais belo, e de extraordinária, internacional e popular beleza.

Ele ainda está de pé

Se você é carioca, é brasileiro, então agradeça por ter o Parque Nacional da Tijuca. Um parque federal que passa por grandes dificuldades e que tem a responsabilidade de manter isso intacto para a atual e todas as gerações futuras, do Brasil e do mundo.

Só para você ter uma ideia das condições de infraestrutura do parque, não há limpeza do nível que este parque merece e nem papel higiênico nos banheiros, quiçá vasos ou pias utilizáveis. A estrutura do Largo do Bom Retiro é uma das mais prejudicadas, e muitos trechos das estradas estão em péssimas condições. Veja as fotos abaixo.

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Percebi também que alguns uniformes de equipe estão bem maltratados. E inclusive fomos abordados em uma trilha, por um "fiscal", sem crachá, com uma camisa toda "surrada" do icmbio, nos questionando sobre um carro estacionado em local proibido. Ele nos tratou super bem, mas não estou falando aqui de educação pessoal e vontade de trabalhar, e sim de infraestrutura e conceito. Um parque de respeito preza por tudo isso. Turistas internacionais não estão acostumados com isso. Seus parques são de infraestrutura exemplar. E principalmente, nós brasileiros, não devemos nos acostumar com isso.

Nas fotos abaixo, veja uma equipe do National Park USA, e em seguida outra equipe, só que do Yellowstone park: 

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A equipe do Parque Nacional da Tijuca com certeza preza por tudo isso, já conversei com muitos, e são todos muito comprometidos com a causa, a missão, talvez até mais do que as equipe norte americanas. Mas eles não têm as ferramentas para tal. Mas então porque não estão com uniformes novos? Banheiros limpos? Estradas conservadas? Maior segurança e controle? Dizem que não chega "o dinheiro". Uma pena. Uma inexplicável e injustificável situação.

Portanto, você leitor deste artigo, seja você jornalista, ativista, vereador, deputado, prefeito, empresário, ministro ou presidente: se pode ajudar, faça o que for necessário para fazer deste parque o nosso símbolo de respeito a natureza e ao Brasil.

Mas não iremos julgar a grandiosidade da natureza pela estrutura turística ou administrativa de um parque. O parque pode estar sofrendo, mas a natureza luta firme em seu entorno, lhe fazendo ainda nobre, e forte.

Vamos fazendo a nossa parte, vamos ajudar indo ao parque. Falando para os amigos. Estudando o parque. Ajudando em seu equilíbrio e conservação, e se possível quando for visitá-lo, não deixe nem pegadas.

Sobre o nosso Ouro

Até agora falei sobre o parque e seus problemas, mas vamos ao que importa: falarei agora sobre o OURO, e mais especificamente sobre o setor floresta, a Floresta da Tijuca.

O setor floresta é localmente conhecido como Floresta da Tijuca

Um setor privilegiado do parque, com espaços de recreação para aproveitar o dia com amigos, família e crianças. É o setor que concentra dezenas de trilhas para todos os públicos, e que tem dois principais circuitos bem conhecidos: dos Picos e do Vale Histórico, além de parte da maior trilha urbana do Brasil, a Transcarioca.

O Ouro: olha o tanto de pontos turisticos, de lazer e aventuras que você encontra na Floresta da Tijuca:

  • Açude da Solidão
  • Barracão
  • Bico do Papagaio
  • Bom Retiro
  • Cachoeira das Almas
  • Caminho das Grutas
  • Caminho Dom Pedro Augusto
  • Capela Mayrink
  • Cascata Gabriela
  • Cascatinha Taunay
  • Centro de Visitantes
  • Circuito do Vale Histórico
  • Circuito dos Picos
  • Fazenda Cantagalo
  • Hípica
  • Jardim dos Manacás
  • Jequitibá do Marc Ferrez
  • Lago das Fadas
  • Lajeado
  • Mirante da Cascatinha
  • Mirante do Excelsior
  • Pico da Tijuca
  • Ponte Pensil
  • Recanto dos Pintores
  • Represa dos Ciganos
  • Restaurante A Floresta
  • Restaurante Os Esquilos
  • Ruínas da Fazenda
  • Ruínas do Almeida
  • Sítio Humaitá
  • Trilha dos Estudantes
  • Trilha Transcarioca
  • Vista do Almirante

Eu chamo de círculo da Floresta da Tijuca o que chamam oficialmente de circuito do Vale Histórico.

Não vou falar de todos os pontos acima citados, pois seria impossível em um único artigo. Mas falarei dos pontos mais importantes, mais visitados e de fácil acesso para qualquer público, e no qual foi realizado nossa exploração.

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Você poderá visualizar e conhecer os pontos que visitamos no vídeo-documentário que você encontra ao final deste artigo. Mas leia o artigo até o final para entender o vídeo-documentário mais facilmente.

Este círculo começa na entrada principal no parque e acaba na entrada principal do parque. Portanto é para ser feito à pé. Isso mesmo que você leu, terá de andar se quiser conhecer de verdade esta parte tão importante do parque.

Para quem vai de carro

É possível fazer o círculo de carro, porém terá de parar em muitos lugares (estacionamentos permitidos ao longo do círculo) e mesmo assim não será possível conhecer a fundo o "batimento cardíaco" da floresta. Aconselho se for de carro: Entre no parque, estacione no primeiro estacionamento que fica de frente para a Cachoeira Taunay, e suba a estrada andando, siga as placas de orientação e boa caminhada! Será bom para sua saúde, para saúde do parque e para saúde de seu carro. Fica a dica!

Para quem vai à pé

Para quem vai de ônibus, os ônibus 301 e 302, passam na Praça Afonso Viseu, que é o ponto mais alto do bairro do Alto da Boa Vista. É nesta praça que você deve saltar do ônibus e entrar no Parque. Abaixo a foto na Praça Afonso Viseu (Chafariz central).

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Esses ônibus fazem ponto final e inicial no terminal de ônibus atrás da Rodoviária Novo Rio (rodoviária principal da cidade do Rio de Janeiro) com destino ao bairro da Barra da Tijuca, no terminal de ônibus Alvorada. No meio do caminho ele sobe o bairro do Alto da Boa Vista e quando chega na Praça Afonso Viseu, ele desce em direção a Barra da Tijuca. Repito: deve saltar do ônibus na Praça Afonso Viseu. Portanto fique atento e lembre o motorista se for o caso.

Prepare-se para umas 5 horas de caminhada

Para não ser tão preocupante para você, saiba que são umas 3 horas subindo e umas 2 descendo, passando por todos os pontos principais da Floresta da Tijuca (setor floresta do Parque Nacional da Tijuca). Não são 3 horas subindo direto, são 3 horas subindo e parando em todos estes pontos. Portanto no fundo, não é muita caminhada, mas leva bastante tempo. Precioso tempo, que jamais esquecerá nesta aventura.

Entrou no parque e de cara a Cascatinha Taunay e a Ponte Pensil

Logo que entrar pelo portão principal do Parque Nacional da Tijuca, após uma leve caminhada de uns 10 minutos, você chegará na Castatinha Taunay. Uma incrível cachoeira que é o cartão postal da Floresta da Tijuca. Não é permitido banho nesta cachoeira. 

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Não esqueça de olhar também a Ponte Pensil, uma ponte imperial ainda em perfeitas condições que fica de frente para a Cascatinha Taunay. Para ver direito a ponte, você precisará descer até o lago que fica um pouco antes da cascatinha. Do lago poderá ver perfeitamente a ponte. É permitido o banho e tem uma boa área de lazer para piqueniques. Se tiver dúvidas, sempre pergunte aos guardas florestais no local, que indicarão o caminho. Eles estão sempre por lá! 

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Vamos continuar a subida em direção a Capela Mayrink

Após a Castatinha Taunay e a Ponte Pensil, siga seu caminho subindo a estrada do parque em direção a Capela Mayrink. Uma capela rosa do ano de 1855 que está em perfeitas condições de conservação. Normalmente é possível somente vê-la por fora. Raramente a ví aberta.

Você pode seguir pela estrada ou pegar uma trilha logo no início da estrada após a Cascatinha Taunay (conhecida como um atalho para subir mais rápido). Esta trilha chega na estrada novamente, encurtando em muito a caminhada.

Saiu da trilha você seguirá a estrada e logo chegará a Capela Mayrink. São uns 20 minutos de caminhada da Cascatinha Taunay até a Capela Mayrink. De carro, uns 5 minutos.

Ao chegar na capela, você perceberá que também existe ali perto (atrás dela) mais uma boa área de lazer a ser conhecida, com brinquedos para crianças, mesas e banheiro.

Da Capela Mayrink para a Centro de Visitantes e Meu Recanto

Agora a missão é continuar seguindo a estrada do parque em direção ao Centro de Visitantes. Um lugar super bacana, com um pequeno museu histórico de artefatos, brinquedos educativos ecológicos, uma super maquete interativa de todo o parque e outras diversos posters, quadros, informações geográficas e de fauna e flora em maquetes 3D. Vale muito a pena entrar e conhecer o Centro de Visitantes. Uma visita que encanta desde os adultos até as crianças. 

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Ao sair do Centro de Visitantes, bem na frente, existe mais um ponto de lazer com estrutura de churrasqueiras, banheiros, mesas com bancos e laguinho. O nome desse lugar é conhecido como Meu Recanto e tem seu estacionamento.

Da Capela Mayrink até o Centro de Visitantes, são uns 15 minutos de caminhada. De carro, uns 3 minutos. Estacione no Meu Recanto, que fica na frente da entrada do Centro de Visitantes. Estacione, conheça o Centro de Visitantes e o Meu Recanto.

Partindo do Meu Recanto para a Cachoeira das Almas

A missão agora é continuar a seguir a estrada a partir do Meu Recanto em direção Ao Mirante do Excelsior. Na primeira bifurcação, o negócio é o seguinte: ou você vira a direita para o Mirante do Excelsior ou continua reto em direção ao Restaurante A Floresta. Bem no meio desta bifurcação existe o Barracão (casa administrativa do Parque).

No caso viramos à direita na bifurcação (em direção ao Mirante do Excelsior) mas não fomos até o Mirante. No meio do caminho, cerca de 20 minutos de caminhada na estrada, você irá encontrar uma trilha sinalizada a esquerda, indicando "Cachoeira das Almas". Siga a trilha que chegará na Cachoeira das Almas. É permitido o banho.

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Do Meu Recanto até a Cachoeiras das Almas, você caminhará cerca de 30 minutos. 

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Partindo da Cachoeira das Almas para o Restaurante A Floresta

Depois da cachoeira das almas, não voltamos pelo mesmo caminho. Como falei no parágrafo anterior, você pode retornar para a estrada do Mirante do Excelsior, voltar até a bifurcação do Barracão Administrativo e continuar subir a estrada com destino ao restaurante A Floresta, mas optamos por ir direto da Cachoeira das Almas para o Restaurante A Floresta por trilha. Ao sair da Cachoeira você verá as placas de sinalização na trilha. Basta não voltar para a estrada do Mirante do Excelsior e seguir as placas "Restaurante A Floresta".

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Você precisará de uns 20 minutos de trilha subindo até o Restaurante A Floresta. De carro, a partir do Barracão (Bifurcação) até o restaurante leva cerca de uns 5 minutos. Na foto abaixo, ao fundo, o restaurante A Floresta. 

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Continuando a subida até o Largo do Bom Retiro

O Largo do Bom Retiro é o ponto mais alto possível de se chegar por estrada. É neste local que se inicia as principais trilhas da Floresta da Tijuca.

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Trilhas para o Pico da Tijuca, Pico do Papagaio e outras que são iniciadas e bem sinalizadas a partir do Largo do Bom Retiro.

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É um belo local para piqueniques, com estrutura de banheiros, mesas gigantes de aproveitamento de madeira, fonte de água, guarda florestal e estacionamento.

Do Restaurante Floresta até o Largo do Bom Retiro, são necessários uns 20 minutos de caminhada. De carro, uns 5 minutos. 

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Pronto, subimos até o final. Agora é começar a descida em direção a Vista do Almirante

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Ao descer do Largo do Bom Retiro, logo após uns 5 minutos de descida, você encontrará uma bifurcação. A esquerda é de onde você veio durante a subida, e a direita a continuação da descida. Siga a direita até a Vista do Almirante. Um local bom para uma breve respirada da aventura e apreciar uma vista maravilhosa.

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Do Largo do Bom Retiro até a vista do Almirante são cerca de 20 minutos de descida pela estrada. 

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Agora continuamos a descida em busca do Circuito das Grutas

Continue a descer a estrada, que em uns 15 minutos você encontrará a placa de sinalização "Circuito das Grutas". Esta placa indica a entrada de uma trilha, e esta trilha segue, dá acesso a todas as grutas, e retorna para a estrada. Todo o percurso da trilha e sinalizado com placas de direção das grutas.  

A gruta mais interessante em minha opinião é a Gruta dos Morcegos, que mede cerca de 100 metros de comprimento, 20 de altura e 8 de largura. Nesta exploração fizemos apenas a Gruta dos Morcegos.

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gruta dos morcegos

Pronto, agora é só descer até o portão de entrada do parque

Após as grutas, voltamos para a estrada e continuamos a descida até a esquina do Centro de Visitantes (este círculo retorna ao centro de visitantes). Mas fique atento, logo abaixo, depois de uns 20 minutos descendo pela estrada você encontrará mais uma bifurcação. Caso for para direita, irá seguir para o Açude da Solidão. Um belo açude e é direção obrigatória para os carros. É a única saída para carros.

Quando você vai de carro, você entra no parque pelo portão principal na Praça Afonso Viseu e a saída é pelo Açude da Solidão.

Mas como fomos a pé, na bifurcação fomos à esquerda, para reencontrar o Centro de Visitantes e continuar e descer, a partir dali, pelo mesmo caminho que subimos.

Continuamos a descer até a Capela Mayrink. Continuamos a descer até a Cascatinha Taunay, e mais abaixo, o Portão de Entrada.

Mas é claro, terminamos tudo com uma belo banho de cachoeira no Lago da Ponte Pensil (Lago abaixo da Cascatinha Taunay), porque ninguém é de ferro.

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Espero que este artigo ajude você carioca, você turista nacional, você turista estrangeiro, a encontrar o caminho da natureza que está bem no meio da cidade do Rio de janeiro. Sua próxima aventura!

Agora assista ao vídeo-documentário do setor floresta (Floresta da Tijuca)



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